Um blog sobre uma poderosa filosofia prática

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Receita de Chai

Os alunos das unidades da Universidade de Yôga conhecem bem a saborosa bebida conhecida como chai (pronuncie tchai), chá indiano com gengibre e especiarias.

É muito gostoso.

Há uma receita padrão usada em cada uma das escolas da Universidade de Yôga, mas claro que há sutis variações, que podem ser provadas e comprovadas, de acordo com a mão do instrutor ou sádhaka que a prepara.

O chai autêntico deve ser preparado com legítimo chá preto inglês. Leva ainda canela, cardamomo - com seu sabor exótico e desconhecido por tantas pessoas no Ocidente -, açucar caramelizado e leite. Tem um sabor marcante e dificilmente você já experimentou algo semelhante.

Se você um dia visitar uma unidade, não deixe de experimentar o chai, que em minha opinião é a identidade palatar do SwáSthya.

26/5/2008   Sem comentários

Como respirar melhor

A instrutora Marjorie Meyer, em seu blog, dá algumas dicas para quem quer respirar melhor:

Para quem pratica SwáSthya e aprende como ter mais qualidade de vida, respirar pode se tornar consciente e profundo. Profundo em dois sentidos. Primeiramente, por saber a respirar mais profundamente. Segundo, pois é uma experiência, uma vivência tão profunda, que até faz a conexão entre o inconsciente e tudo que existe escondido debaixo do cobertor da consciência; e, o consciente, e tudo o que está por fora ou achamos que temos total controle.

No SwáSthya Yôga, bem como em outras linhas de Yôga, existem técnicas denominadas pránáyámas. Elas garantem a expansão da bioenergia através de respiratórios.

Além da expansão da bioenergia e da conseqüente dilatação da consciência, essas técnicas têm como efeito colateral um substancial aumento da vitalidade, da disposição, da energia e do bem-estar.

Os pránáyámas são a quarta parte - ou quarto anga - do Ády Ashtánga Sádhana.

Você encontra diversos pránáyámas descritos detalhadamente no livro Faça Yôga Antes Que Você Precise que você pode baixar grátis.

23/5/2008   Sem comentários

O que é meditação?

O Francisco von Hartenthal, do Instrutor de Yôga, publicou um artigo sobre intuição nos negócios e, inevitavelmente o tema meditação veio à baila, pois no Yôga é como se costuma chamar a intuição linear, estado de consciência que se obtém quando se suprime as instabilidades do pensamento.

Amanhã mesmo o instrutor Marco Carvalho certamente vai abordar o tema meditação em sua palestra sobre os quatro primeiros sútras dos Yôga Sútras de Pátañjali.

Mas o que é a meditação?

O termo meditação, por si só, é interessante, pois não é exato para aquilo que deveria designar.

Veja este trecho do livro Meditação, do professor DeRose (faça o download grátis em PDF):

Meditação é uma palavra inconveniente para definir a prática chamada dhyána em sânscrito, já que essa técnica consiste em parar de pensar a fim de permitir que a consciência se expresse através de um canal mais sutil, que está acima da mente, mas o dicionário define meditar como pensar, refletir.

Primeiro, o praticante parou o corpo, sentando-se em uma posição estável, firme e confortável. Sem parar o corpo o próximo passo não é possível. Já tentou regularizar a respiração enquanto dança ou corre?

Depois estabilizou o corpo energético, através da regularização da respiração.

A seguir é a vez das emoções. Sem estabilizar as emoções o próximo passo é impossível. Já tentou pensar com clareza e se concentrar em algo com as emoções agitadas?

Mas, para meditar de fato, o praticante precisa parar o pensamento a fim de que o veículo seguinte se manifeste.

Ele deve colocar a mente sobre determinado objeto sem analisar, criticar ou refletir, apenas se concentrando.

Vejamos o que diz o livro:

Então, resta-nos uma outra designação. O estado de consciência que os britânicos do século XVIII arbitraram chamar de meditation é, na verdade, um tipo de intuição, ou seja, o mecanismo que possuímos para veicular a consciência, o qual está localizado acima do organismo mental. (…) Trata-se de um canal que nos traz o conhecimento por via direta, sem a interferência do intelecto. Foi intuição aquele episódio familiar ou profissional no qual você sabia do fato, embora ninguém lhe tivesse dito, telefonado, escrito, telegrafado ou comunicado por meio racional algum. Simplesmente, você o sabia. Profissionalmente, academicamente, cientificamente, talvez você o tenha deixado passar por não dispor de um respaldo racional, uma documentação, uma pesquisa, uma bibliografia…

E aqui começa um ponto que pode interessar àqueles que, por uma necessidade competitiva de mercado, precisam estar à frente de seus concorrentes ou à frente de seu tempo e poderiam ter inúmeras vantagens de estimular a intuição:

No entanto, se tivesse lançado mão daquele conhecimento intuicional, teria passado à frente da concorrência, teria feito uma grande descoberta científica muito além do seu tempo. Depois, bastaria procurar a documentação adequada, ou as estatísticas necessárias para fundamentar o que você já sabia – fundamentá-lo apenas para que os seus pares não pudessem questionar as suas fontes.

Habitualmente, a intuição é um ponto, sem dimensões. Um flash. O Yôga, através de suas técnicas, pode prolongar esse flash, esse ponto, transformando-a em uma linha e tornando-a uma coisa mais e mais habitual na vida do praticante.

19/5/2008   Sem comentários

Conheça o site do Yôga 10

Acaba de ser lançado o site do Yôga 10, um movimento que pretende divulgar a idéia de um Yôga dinâmico, forte e autêntico como forma de desenvolver a energia, concentração e outras qualidades para atividades intensas como as exercidas pelos executivos, esportistas, estudantes e artistas.

O site é muito bonito. O fato de ser todo em flash, porém, pode dificultar, em muito, um bom posicionamento no Google e demais dispositivos de busca que, como todo bom editor de blog sabe, são fundamentais para gerar tráfego em um site. Isso deve ser facilmente contornado, no entanto, com a quantidade massiva de links que o Yôga 10 deve passar a receber a partir de agora.

Uma sugestão, para o futuro, é acrescentar mais conteúdo de texto, possivelmente com a implementação de um blog ou outra ferramenta de fácil gerenciamento e atualização. Isso garantiria bons posicionamentos nas buscas, inclusive para outros termos de pesquisa importantes além da palavra yôga.

Até o momento, o conteúdo do site do projeto é composto de dados atuais sobre a prática do Yôga no mundo, bem como de alguns vídeos.

Estão muito bonitos:

Parabéns a quem idealizou o projeto.

13/5/2008   Sem comentários

Mantra: efeito físico, energético, emocional e mental

Às vezes você passa anos repetindo um texto sem perceber alguns de seus sentidos ocultos. Note: certos sentidos estão ocultos ainda que estejam a um palmo de nosso nariz.

Foi o caso de um trecho da prática de Sat Chakra, que transcrevi para um artigo sobre Mantras, no blog da Unidade do Alto da XV, da Universidade de Yôga:

Os mantras não são cânticos religiosos e seu efeito não é místico nem espiritual, mas físico, energético, emocional e mental.

O texto do professor DeRose apresenta, pela ordem, o alcance dos mantras nos diferentes planos do universo e nos diferentes corpos do homem partindo do mais denso para o mais sútil.

  • físico: equivalendo à terceira dimensão, ao corpo físico, aos níveis inconscientes
  • energético: também na terceira dimensão, equivalendo ao corpo energético, também de nível inconsciente
  • emocional: quarta dimensão, equivalendo ao corpo emocional, de nível subconsciente
  • mental: é a quinta dimensão,  equivalendo ao corpo mental, de nível consciente

Eu nunca tinha percebido isso.

Note que o próximo plano do universo seria o plano intuicional, mas por algum motivo a lista de DeRose pára no mental.

Seria por que o Mantra tem o seguinte significado?

Mantra pode-se traduzir como vocalização. Compõe-se do radical man (pensar) + a partícula tra (instrumento). É significativa tal construção semântica, já que o mantra é muito utilizado para se alcançar a “supressão da instabilidade da consciência”, denominada intuição linear ou… meditação.

Numa obra bem organizada, nenhuma palavra é escrita à toa.

9/5/2008   1 comentário