Eu já fui um empregado
Eu já fui um empregado.
Se eu tiver um pouco de sorte e depender dos meus atuais esforços jamais voltarei a ser.
Na verdade, é interessante a existência da palavra desempregado: como se a condição de empregado fizesse parte da natureza humana e, assim, fosse necessário designar com uma palavra única a condição daquele que está sem emprego.
Como se fosse possível existir o termo desescravizado, por exemplo.
Mas eu fui desses que tive mais sorte que juízo e fui demitido. Se não tivesse sido demitido, talvez jamais saísse de onde estava.
E, melhor, em uma situação em que não precisei atirar-me desesperado novamente à situação similar à anterior, quem sabe pior. Quem sabe, mais à frente eu tomasse juízo e pedisse demissão. Jamais saberei.
Enfim, gostaria de compartilhar com você um trecho de texto sobre o tema que encontrei:
Um amigo pergunta: “O que o seu filho faz?” e o pai tem que responder : “Ele é um empregado”. Numa situação assim embaraçosa, é normal que esse genitor justifique: “Mas ele está muito bem. É uma carreira de futuro. Uma grande empresa.” ( Com sorte e se trabalhar direito , dentro de vinte anos ele poderá estar ganhando bem, se não for despedido antes .)
Quando escuto isso sinto como se o pai de um escravo no Império Romano estivesse respondendo: ” Meu filho é escravo. Mas ele está muito bem. Trabalha para um rico senhor, muito conceituado.”
E se o filho ou filha encontra um caminho melhor , instala-se em casa um clima de tragédia e tortura psicológica. Mas os pais não querem justamente o bem dos seus filhos?
Querem. Contudo, são condicionados pelo Sistema e acham honestamente que o melhor é ser empregado.
- Veja o texto completo no site O Novo Executivo: tentei linkar diretamente para o texto, cuja chamada você encontra um pouco mais abaixo, na página, mas não consegui. Me parece que o sistema de links está com problemas ou coisa assim
3 comentários
Agora você é o que os saxões chamam de: “self employed”
abraços
Marco, estou testando o novo WP 2.7 beta. Se você receber este comentário por email, me avise. Abraços!
[...] Alessandro Martins: Eu já fui um empregado – Alessandro Martins disserta sobre o emprego e também a ausência de um. [...]
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