Como pratico ásanas
Na Prática Básica de SwáSthya Yôga (baixe aqui), chama-me a atenção o seguinte trecho:
Lembre-se de que o nosso método de exercícios biológicos deve ser sempre agradável. Qualquer desconforto, dor, aceleração cardíaca ou transpiração em excesso são avisos do nosso organismo para que sejamos mais moderados. Estes exercícios não devem cansar e sim recarregar nossas baterias.
A definição de ásana, um dos oito feixes de técnicas do SwáSthya Yôga, é: qualquer posição desde que firme e agradável.
Isso remete a estabilidade e a conforto. E também a estética. Afinal, suponho que agradável também inclua agradável aos olhos.
Quando eu era um praticante muito inexperiente chegava ao máximo da posição logo no início da permanência (o método que eu pratico enfatiza a permanência e exclui a repetição). Se a permanência fosse longa, rapidamente a posição ficava desconfortável. Em vez de me fazer sentir prazer, fazia-me sentir desconforto.
E não tem jeito. Se não é confortável não é ásana. Se não é estável, também não. Isso não quer dizer, por outro lado, que você não deva buscar o aumento de seus limites de maneira orgânica, constante e disciplinada.
A certo momento, DeRose, que gravou a prática, diz:
Conquanto possa forçar um pouco, jamais leve ao extremo de resistência. Após a prática você deve estar se sentindo melhor, mais dinâmico, mais leve e bem disposto do que antes de iniciá-la.
Assim, hoje, primeiro busco ficar um tempo muito maior em uma posição menos avançada, na fase passiva do ásana. Só então passo à fase ativa exigindo um pouco mais, para, durante breves segundos, chegar ao limite e, finalmente, passar a outra posição.
Note como isso se parece com um espreguiçamento. Faz muito sentido, uma vez que o Yôga que pratico é naturalista.
Note também que eu não usei a designação técnica que remete à amplitude ou dificuldade dos ásanas: sukha, rája, ardha e máhá. Nem sempre a sua amplitude mínima e máxima corresponderão à amplitude e dificuldade codificada de cada ásana. A filosofia que pratico respeita a individualidade de cada praticante.
Se o seu instrutor costuma fazer um anga ásana puxado, busque acompanhar dentro do possível, mas lembre-se sempre da definição de ásana e respeite os seus corpos físico, energético e demais veículos.
O instrutor está cumprindo o papel de orientá-lo e impulsioná-lo no SwáSthya Yôga, porém entenderá perfeitamente e ficará feliz ao saber que você está conhecendo a si mesmo e à essência do ásana: firme, confortável, estável, estético, agradável em todos os sentidos.
1 comentário
[...] Alessandro publicou em seu blog Eu Pratico Yôga um texto em que fala como encara sua prática de ásanas: Quando eu era um praticante muito inexperiente chegava ao máximo da posição logo no início da [...]
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