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Categoria — Filosofia Prática

O que é meditação?

O Francisco von Hartenthal, do Instrutor de Yôga, publicou um artigo sobre intuição nos negócios e, inevitavelmente o tema meditação veio à baila, pois no Yôga é como se costuma chamar a intuição linear, estado de consciência que se obtém quando se suprime as instabilidades do pensamento.

Amanhã mesmo o instrutor Marco Carvalho certamente vai abordar o tema meditação em sua palestra sobre os quatro primeiros sútras dos Yôga Sútras de Pátañjali.

Mas o que é a meditação?

O termo meditação, por si só, é interessante, pois não é exato para aquilo que deveria designar.

Veja este trecho do livro Meditação, do professor DeRose (faça o download grátis em PDF):

Meditação é uma palavra inconveniente para definir a prática chamada dhyána em sânscrito, já que essa técnica consiste em parar de pensar a fim de permitir que a consciência se expresse através de um canal mais sutil, que está acima da mente, mas o dicionário define meditar como pensar, refletir.

Primeiro, o praticante parou o corpo, sentando-se em uma posição estável, firme e confortável. Sem parar o corpo o próximo passo não é possível. Já tentou regularizar a respiração enquanto dança ou corre?

Depois estabilizou o corpo energético, através da regularização da respiração.

A seguir é a vez das emoções. Sem estabilizar as emoções o próximo passo é impossível. Já tentou pensar com clareza e se concentrar em algo com as emoções agitadas?

Mas, para meditar de fato, o praticante precisa parar o pensamento a fim de que o veículo seguinte se manifeste.

Ele deve colocar a mente sobre determinado objeto sem analisar, criticar ou refletir, apenas se concentrando.

Vejamos o que diz o livro:

Então, resta-nos uma outra designação. O estado de consciência que os britânicos do século XVIII arbitraram chamar de meditation é, na verdade, um tipo de intuição, ou seja, o mecanismo que possuímos para veicular a consciência, o qual está localizado acima do organismo mental. (…) Trata-se de um canal que nos traz o conhecimento por via direta, sem a interferência do intelecto. Foi intuição aquele episódio familiar ou profissional no qual você sabia do fato, embora ninguém lhe tivesse dito, telefonado, escrito, telegrafado ou comunicado por meio racional algum. Simplesmente, você o sabia. Profissionalmente, academicamente, cientificamente, talvez você o tenha deixado passar por não dispor de um respaldo racional, uma documentação, uma pesquisa, uma bibliografia…

E aqui começa um ponto que pode interessar àqueles que, por uma necessidade competitiva de mercado, precisam estar à frente de seus concorrentes ou à frente de seu tempo e poderiam ter inúmeras vantagens de estimular a intuição:

No entanto, se tivesse lançado mão daquele conhecimento intuicional, teria passado à frente da concorrência, teria feito uma grande descoberta científica muito além do seu tempo. Depois, bastaria procurar a documentação adequada, ou as estatísticas necessárias para fundamentar o que você já sabia – fundamentá-lo apenas para que os seus pares não pudessem questionar as suas fontes.

Habitualmente, a intuição é um ponto, sem dimensões. Um flash. O Yôga, através de suas técnicas, pode prolongar esse flash, esse ponto, transformando-a em uma linha e tornando-a uma coisa mais e mais habitual na vida do praticante.

19/5/2008   Sem comentários

Mantra: efeito físico, energético, emocional e mental

Às vezes você passa anos repetindo um texto sem perceber alguns de seus sentidos ocultos. Note: certos sentidos estão ocultos ainda que estejam a um palmo de nosso nariz.

Foi o caso de um trecho da prática de Sat Chakra, que transcrevi para um artigo sobre Mantras, no blog da Unidade do Alto da XV, da Universidade de Yôga:

Os mantras não são cânticos religiosos e seu efeito não é místico nem espiritual, mas físico, energético, emocional e mental.

O texto do professor DeRose apresenta, pela ordem, o alcance dos mantras nos diferentes planos do universo e nos diferentes corpos do homem partindo do mais denso para o mais sútil.

  • físico: equivalendo à terceira dimensão, ao corpo físico, aos níveis inconscientes
  • energético: também na terceira dimensão, equivalendo ao corpo energético, também de nível inconsciente
  • emocional: quarta dimensão, equivalendo ao corpo emocional, de nível subconsciente
  • mental: é a quinta dimensão,  equivalendo ao corpo mental, de nível consciente

Eu nunca tinha percebido isso.

Note que o próximo plano do universo seria o plano intuicional, mas por algum motivo a lista de DeRose pára no mental.

Seria por que o Mantra tem o seguinte significado?

Mantra pode-se traduzir como vocalização. Compõe-se do radical man (pensar) + a partícula tra (instrumento). É significativa tal construção semântica, já que o mantra é muito utilizado para se alcançar a “supressão da instabilidade da consciência”, denominada intuição linear ou… meditação.

Numa obra bem organizada, nenhuma palavra é escrita à toa.

9/5/2008   1 comentário

O Padre dos Balões e os indiscípulos

Sempre é triste, uma tragédia a morte acidental de qualquer ser humano.

Mas deve-se sempre aproveitar a oportunidade e lembrar de que qualquer acidente acontece pela não obediência de algumas regras de segurança. A gravidade e a possibilidade da ocorrência crescem à medida que aumenta o número de regras não seguidas.

Essas regras, normas ou procedimentos são ensinadas por um especialista que estudou tudo o que pode dar certo e errado em determinada área.

Inspirado nisso, o instrutor Francisco Westphalen von Hartenthal, o Shiko, diretor da Unidade Bom Retiro da Universidade de Yôga, em Curitiba, enviou-nos um texto sobre o ocorrido:

O “padre dos balões” é exemplo de indiscípulo

Reportagemde Fabiana Uchinaka, do UOL, mostra mais um exemplo de indiscípulo que paga caro por sua falta de humildade.

No dia 20 de abril, domingo, o padre Adelir De Carli alçou vôo sustentado por cerca de 500 balões de gás hélio. A sua intenção era voar por 20 horas, o que seria um novo recorde mundial. Com isso, o religioso pretendia chamar a atenção para as ações da Pastoral Rodoviária do Paraná, que dá apoio espiritual aos motoristas. Uma boa intenção, sem dúvida.

Acontece que o padre, agora mundialmente conhecido como flying priest, deixou de lado a disciplina e a humildade que caracterizam qualquer tradição iniciática – como bem sabemos no SwáSthya.

Há cerca de três anos, o padre foi expulso da escola de vôo livre Vento Norte, de Curitiba. Motivo: indisciplina e exibicionismo. O instrutor de vôo Márcio André Lichtnow conta que o expulsou por ter desobedecido ordens expressas e colocado em risco a própria vida e a de terceiros. O padre não chegou a completar 25% do curso.

“Ele tentou ser meu aluno, mas não foi aceito”, disse Márcio. Ao saber dos planos de Adelir, de bater o recorde mundial partindo de Paranaguá, o instrutor o desaconselhou. Evidentemente, não foi ouvido.

Fica o (mau) exemplo para nós, instrutores e praticantes de SwáSthya Yôga.

O instrutor Francisco deve lançar em breve o seu próprio blog.

24/4/2008   5 comentários

Onde praticar SwáSthya Yôga de graça em Curitiba, no Brasil e no mundo

O site da Universidade de Yôga tem a lista dos locais e dias da semana em que se pode praticar SwáSthya Yôga gratuitamente.

Em Curitiba, a prática é no Parque Barigüi, em frente ao Bistrô Amarelo, todo sábado, às 11 horas da manhã. Atualmente a prática é dada pela instrutora Karla Pestana.

Outras cidades que mantém práticas gratuitas:

  • Brasília
  • Campinas
  • Goiânia
  • Rio de Janeiro
  • Salvador
  • São Bernardo do Campo
  • São Paulo

No exterior, você ainda pode praticar SwáSthya Yôga de graça em:

  • Buenos Aires, Argentina
  • Paris, França
  • Faro, Portugal
  • Lisboa, Portugal
  • Porto, Portugal
  • Nova York, Estados Unidos

12/4/2008   2 comentários

Companhia SwáSthya de Artes Cênicas: coreografias do Yôga

Um dos aspectos mais marcantes do Yôga são as posições corporais, os ásanas. E, neles, destacam-se as seqüências coreográficas, que são a terceira característica do SwáSthya Yôga.

As seqüências coreográficas estão não só nos ásanas, mas presentes durante toda a prática, em suas oito partes.

Não é propriamente uma dança ou um balé, mas lembra muito.

Os movimentos se desdobram como se a técnica seguinte saísse de dentro da anterior.

Esse conceito de execução foi resgatado na década de 1950 pelo professor DeRose.

Não à toa, Shiva, o criador do Yôga, era um bailarino.

Outra evidência da ancestralidade desse tipo de execução das técnicas do Yôga Antigo é o Surya Namaskar, um rudimento muito antigo dessa modalidade de prática.

Aqui em Curitiba, a instrutora Laura Ferro coordena a Companhia SwáSthya de Artes Cênicas, grupo que dá uma roupagem cênica às já famosas coreografias.

Confira no vídeo abaixo:

Em uma entrevista, Laura Ferro explica por que o público não tem como confundir um espetáculo de coreografias de SwáSthya Yôga com um espetáculo de dança.

O Grupo formado por vocês inova na forma de apresentação. Um público leigo poderá confundir com um espetáculo de dança, ballet e até mesmo com circo moderno. Como vocês trabalham para quebrar essa imagem e levar a mensagem da Cia.?

Por enquanto, não temos tido dificuldade. A nossa estética é muito característica. Através dos ásanas, isso fica bem definido. Utilizamos movimentação lenta, sem repetição. Temos mudrás, mantras e outros recursos que nos distancia de outras modalidades de expressão corporal.

De qualquer forma, antes de cada apresentação, damos uma breve introdução explicativa, para que o público leigo fique mais informado sobre nosso trabalho.

11/4/2008   Sem comentários